Como destaca o empresário Sergio Bento de Araujo, a mobilidade como experiência tem redefinido a forma como as pessoas se relacionam com o automóvel, transformando o carro em um ambiente de interação, conforto e significado. Mais do que deslocar do ponto A ao ponto B, dirigir passou a envolver sensações, escolhas tecnológicas, valores pessoais e até identidade. Esse movimento reflete mudanças no comportamento do consumidor, avanços da indústria e novas expectativas sobre segurança, conectividade e sustentabilidade.
Explore como essa transformação está mudando a forma de dirigir, escolher e viver o automóvel. Siga a leitura e descubra por que a jornada passou a ser tão relevante quanto o destino.
Por que a mobilidade como experiência mudou a relação das pessoas com o carro?
A mobilidade como experiência alterou profundamente a percepção do automóvel ao integrá-lo à vida digital e emocional dos usuários. Hoje, o carro funciona como uma extensão do ambiente pessoal, reunindo conectividade, conforto e personalização. Telas, comandos por voz, integração com smartphones e ajustes individuais de condução criam uma sensação de continuidade entre casa, trabalho e deslocamento.

Além da tecnologia, há um fator subjetivo relevante. Dirigir passou a representar bem-estar, autonomia e até prazer, especialmente em trajetos longos ou em contextos urbanos complexos. O carro se transforma em um espaço de pausa, concentração ou convivência, dependendo da necessidade do usuário. Segundo Sergio Bento de Araujo, essa dimensão emocional reforça a ideia de que o veículo não é apenas um objeto utilitário.
Como tecnologia e design transformaram o carro em um ambiente de experiência?
A evolução tecnológica foi decisiva para reposicionar o automóvel como um espaço de experiência. Sistemas avançados de assistência ao condutor, como controle adaptativo de velocidade e manutenção de faixa, reduzem o estresse e aumentam a sensação de segurança. De acordo com o empresário Sergio Bento de Araujo, isso permite que o motorista se concentre mais no percurso e menos na tensão da condução.
O design interno também ganhou protagonismo. Materiais, iluminação, acústica e ergonomia passaram a ser pensados para criar ambientes acolhedores e funcionais. O painel deixou de ser apenas um conjunto de instrumentos e se tornou uma interface intuitiva, capaz de dialogar com o usuário de forma clara e personalizada.
O que muda para o consumidor e para a mobilidade urbana?
Para o consumidor, a transformação do carro em experiência redefine profundamente o processo de escolha. Conforto, conectividade, interface digital, eficiência energética e serviços agregados passam a ter peso equivalente, ou até superior, aos atributos tradicionais como potência e preço. Como observa Sergio Bento de Araujo, o veículo ideal deixa de ser apenas aquele que cabe no orçamento e passa a ser o que se adapta ao estilo de vida do usuário.
No ambiente urbano, essa mudança de mentalidade impulsiona novos modelos de uso. Soluções de compartilhamento, assinaturas e integração multimodal ganham relevância à medida que a experiência se torna o eixo central da proposta de valor. A lógica da posse perde espaço para a do acesso. O que importa é dispor de uma mobilidade confortável, segura, eficiente e conectada a outros meios de transporte. Para as cidades, o desafio é claro e estratégico. Promover inovação sem abdicar da sustentabilidade.
Em conclusão, a valorização da experiência precisa caminhar junto a políticas públicas capazes de reduzir congestionamentos, emissões de poluentes e desigualdades no acesso à mobilidade. Quando bem planejada, a mobilidade centrada na experiência não é apenas uma tendência de mercado, mas uma oportunidade concreta de transformar os deslocamentos urbanos. Ela pode tornar o ir e vir mais eficiente, humano e consciente, fortalecendo a relação entre pessoas, veículos e o espaço urbano de forma mais equilibrada.
Autor: Sheila Lins
