Ao observar o cenário com precisão, o empresário Altevir Seidel, que atua com estruturas metálicas, guindastes e transporte, além de acompanhar de perto o universo equestre, compreende que esse tipo de obstáculo não é novidade para um haras em atividade, que não pode simplesmente parar para receber uma obra. Os equinos continuam sendo alimentados, treinados e conduzidos entre baias e pista, mesmo com máquinas e trabalhadores circulando por perto. Nesse contexto, a construção a seco, realizada com estruturas metálicas, é uma opção que se destaca. A fabricação de peças fora do canteiro e sua posterior montagem no local reduz o período em que a obra está em contato com a rotina dos animais.
Neste artigo, apresentamos uma análise detalhada sobre o funcionamento do método e os fatores que realmente influenciam sua agilidade.
Como funciona a construção a seco com estrutura metálica?
A construção a seco é realizada com a utilização de componentes fabricados externamente à obra. Tais componentes incluem perfis metálicos cortados, furados e, em muitos casos, já soldados em fábrica, prontos para serem parafusados ou conectados no terreno. Diante desse tipo de peça, Altevir Seidel costuma notar que grande parte do trabalho é iniciada antes mesmo do início da obra, ao contrário do que ocorre com o concreto moldado no local, que ainda depende de cura e ajustes manuais.
Isso não significa, contudo, o desaparecimento da fundação. A estrutura metálica deve ser equipada com uma base dimensionada para receber as cargas, com chumbadores e placas de base posicionados antes do início da montagem.
Enquanto a fundação segue o ritmo tradicional de cura do concreto, a superestrutura pré-fabricada é responsável por ganhar tempo, sobretudo quando o projeto já prevê proteção anticorrosiva aplicada em fábrica, o que evita etapas de pintura demoradas dentro do haras. A agilidade está presente no processo de montagem, não na dispensa das etapas técnicas.
Por que o planejamento determina a velocidade da montagem?
A rapidez de uma construção metálica depende do projeto, fabricação, transporte e montagem, e não apenas do material utilizado. A falta de detalhes pode exigir ajustes de última hora, que consomem tempo necessário à instalação das peças.
A logística, tema de interesse de Altevir Seidel por causa do transporte de cargas pesadas, é tão importante quanto o projeto. Componentes de grandes dimensões exigem acesso adequado ao terreno, equipamentos de içamento e um plano que já preveja onde cada peça será acomodada antes mesmo de sua chegada ao haras, evitando-se, assim, o congestionamento do material em espera por espaço para descarregar.

Como preservar a rotina e a segurança dos cavalos durante a obra?
Conforme o parecer de Altevir Seidel, a previsibilidade tem mais importância do que a velocidade quando há presença de animais nas proximidades. Um cronograma bem comunicado evita que máquinas apareçam de surpresa em horários de manejo, alimentação ou treino.
Embora a redução do tempo de obra seja benéfica, não constitui uma solução isolada. Durante o processo de montagem, é possível que haja ruídos, poeira e movimentação de máquinas. Além disso, os cavalos podem apresentar reações a mudanças bruscas no ambiente em que vivem. Portanto, a separação física do canteiro das áreas de circulação dos animais é tão importante quanto a velocidade da montagem.
O faseamento e o planejamento de horários são importantes para a realização da obra. Eles permitem manter parte do haras em funcionamento e evitar que cavalos e trabalhadores dividam o mesmo espaço. Altevir Seidel, atento à movimentação de cargas pesadas perto de animais, costuma apontar esse tipo de cuidado como técnico.
A construção a seco compensa em um haras
A construção a seco não é uma solução universal. A empresa tende a apresentar uma compensação mais significativa em galpões, coberturas e ampliações que demandam grandes vãos. No entanto, essa compensação depende de um terreno adequado, de um orçamento compatível e da disponibilidade de equipamentos de transporte e içamento na região.
Dessa análise, infere-se que a celeridade na montagem somente se traduz em benefício concreto quando associada a um projeto meticuloso, a uma fundação adequada e a um plano de convivência com os ocupantes do espaço. Entre os empresários que agregam estruturas metálicas a um interesse genuíno pelo universo equestre, Altevir Seidel é um exemplo notável. Para ele, essa combinação tem mais peso do que o material escolhido.
