Daniel Mors, empresário especialista em negócios com minérios, acompanha as mudanças no perfil dos compradores de diamantes, que já não se limitam às ocasiões tradicionais, como noivados e casamentos. Em 2025, compras não relacionadas ao casamento representaram 75% do valor da demanda por diamantes naturais nos Estados Unidos, movimento que ajuda a compreender o interesse de uma nova geração pelas pedras e sua presença nas discussões sobre bens físicos e escolhas patrimoniais.
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Quem está comprando diamantes atualmente?
O perfil do comprador ficou mais diversificado. Segundo o estudo de aquisição de diamantes da De Beers, Millennials e Geração Z responderam por mais de três quartos do valor da demanda por diamantes naturais nos Estados Unidos em 2025. A Geração Z, especificamente, representou 23% do valor da demanda e tornou-se a segunda maior geração compradora. Esse movimento indica uma participação crescente de consumidores mais jovens e com diferentes expectativas em relação ao produto.
Assim como destaca Daniel Mors, a mudança não está apenas na idade. As ocasiões também se ampliaram. Além de noivados e casamentos, os consumidores passaram a adquirir diamantes para presentes, conquistas pessoais e compras para si mesmos. Entre as compras não relacionadas ao universo matrimonial, presentes e aquisições pessoais ganharam espaço relevante no mercado norte-americano. Com isso, a pedra passa a estar associada a momentos mais variados da vida e a diferentes motivações de consumo.
Esse cenário ajuda a explicar por que o diamante pode ser percebido de maneiras diferentes por cada comprador. Para alguns, continua sendo principalmente uma joia. Para outros, pode representar uma forma de materializar uma conquista ou manter um bem físico de características específicas. Essa diversidade de percepções amplia as possibilidades de relação com o produto e ajuda a explicar a transformação no comportamento do mercado.
Por que os bens físicos voltaram a chamar atenção?
A procura por bens físicos não significa que todo comprador esteja tratando diamantes como investimento. São conceitos diferentes. Um diamante possui características próprias de avaliação, preço e liquidez, e sua aquisição não representa garantia de valorização ou facilidade de revenda. Por isso, é importante diferenciar a posse de um bem físico da expectativa de retorno financeiro.

Ainda assim, Daniel Mors ressalta que a discussão sobre patrimônio pode incluir diferentes tipos de bens. Ouro, imóveis, pedras preciosas e outros ativos físicos aparecem nesse universo porque podem ser identificados e possuídos diretamente, embora cada categoria tenha características, riscos e mercados próprios. Essa diversidade exige que cada alternativa seja analisada de acordo com suas particularidades, sem pressupor que todas funcionem da mesma maneira.
O consumidor está mais interessado em entender o que compra?
A resposta parece estar cada vez mais ligada à informação. A pesquisa da De Beers mostra que consumidores mais jovens pesquisam mais e procuram compreender o produto antes da aquisição. A Geração Z, em particular, apresenta forte uso das redes sociais como fonte de pesquisa e demonstra preferência por peças que expressem identidade e individualidade. Esse comportamento amplia a importância de conteúdos capazes de explicar o produto antes da decisão de compra.
Para Daniel Mors, essa mudança reforça a importância de apresentar o diamante a partir de suas características concretas. Peso, cor, pureza e corte formam os chamados 4Cs, critérios amplamente utilizados para descrever e classificar as pedras. Certificação e procedência também podem contribuir para que o comprador tenha informações mais claras sobre aquilo que está adquirindo. Esses elementos ajudam a transformar informações técnicas em referências que podem ser consideradas durante a escolha.
Essa necessidade de conhecimento muda a própria experiência de compra. Em vez de observar apenas tamanho ou aparência, o consumidor pode comparar características, compreender diferentes classificações e avaliar se determinada pedra corresponde ao que procura. Com mais informações disponíveis, a escolha passa a envolver uma análise mais detalhada das características do diamante e das preferências de cada comprador.
